domingo, 7 de março de 2010

CAMINHADA


Sei que na minha caminhada tem um destino
e uma direção, por isso devo medir meus passos,
prestar atenção no que faço e no que
fazem os que por mim também passam ou pelos
quais passo eu...

Que eu não me iluda com o ânimo e o vigor
dos primeiros trechos, porque chegará o dia
em que os pés não terão tanta força
e se ferirão no caminho e se cansarão mais cedo...

Todavia, quando o cansaço houver,
que eu não me desespere e acredite
que ainda terei forças para continuar,
principalmente quando houver quem me auxilie...

É oportuno que, em meus sorrisos,
eu me lembre de que existem os que choram, que,
assim, meu riso não ofenda a mágoa dos que sofrem:
por outro lado, quando chegar a minha vez de chorar,
que eu não me deixe dominar pela desesperança,
mas que eu entenda o sentido do sofrimento,
que me nivela, que me iguala, que torna todos
os homens iguais...

Que eu não siga os que desviam,
mas que ninguém se desvie seguindo os meus passos...

Que a pressa em chegar não me afaste da
alegria de ver as flores simples
que estão a beira da estrada,
que eu não perturbe a caminhada de ninguém,
que eu entenda que seguir faz bem,
mas que, às vezes, é preciso ter-se
a bravura de voltar atrás e recomeçar e
tomar outra direção...

Que eu não caminhe sem rumo,
que eu não me perca nas encruzilhadas,
mas que eu não tema os que assaltam-me,
os que embuçam, mas que eu vá onde devo ir e,
se eu cair no meio do caminho, que fique a
lembrança de minha queda para
impedir que outros caiam no mesmo abismo...

Que eu chegue, sim, mas, ainda mais importante,
que eu faça chegar quem me perguntar,
quem me pedir conselho, e acima de tudo,
me seguir, confiando em mim !

(Ponsancini)

quinta-feira, 4 de março de 2010

O AMOR É UMA FLOR DELICADA



Não existem conquistas definitivas, salvo para aqueles que
nos deixam no auge do apego.
Aí sim, as pessoas ficam irreversivelmente gravadas dentro do
nosso coração e nós no delas.
Se não podemos explicar os porquês das chamadas de
um coração, podemos, portanto, compreender a importância do
exercício diário, na manutenção dos sentimentos do outro.
Ninguém pertence a ninguém, as pessoas doam-se e acolhem-se.
O amor é uma flor muito delicada, mesmo se vestida de
grandiosas e maravilhosas formas.
O amor é uma flor singela, frágil e bela e
é preciso recebê-lo com mãos ternas,
como se sua vida dependesse de nossa acolhida.
Frequentemente somos meio desajeitados quando se trata de amor.
Descuidamos dos pequenos gestos que o nutrem,
deixamos que a terra seque-se, substituímos atenções emocionais
por outras que, mesmo importantes, não são suficientes
ao mantimento para a durabilidade do amor.
O amor nutre-se de carinhos e carícias.
Sacia-se no abraço, cresce no beijo.
Fortalece-se nos momentos a dois.
Achamos tempo para tanta coisa e nos dedicamos
pouco a estar com o outro.
Pessoas às vezes que se amam muito afastam-se
por falta de cuidado de ambas as partes.
Os quereres confundem-se.
Homens e mulheres são diferentes, isso é certo!
Mas deve haver esse meio caminho onde
as mãos acabam se encontrando, onde os dedos se entrelaçam
e os desejos fundem-se numa mesma coisa.
Ninguém conhece a verdadeira dor de perder
antes de ter perdido de verdade.
É depois, bem depois, que olhamos para trás
e nos dizemos que teríamos vivido bem mais intensamente
se tivéssemos carregado essa delicada flor
bem mais pertinho do nosso coração.
Letícia Thompson

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Paz Interior


A paz interior é esse caminho que queremos
todos atravessar.
É essa senda onde as culpas ficaram para trás,
o sentimento de dever cumprido fica presente
e o arco-íris aponta para o infinito.
Buscamos todos, com vontade, força,
verdadeira luta.
Somos, talvez, um pouco desajeitados nessa nossa busca.
Queremos sim,
com a força do nosso coração e da nossa alma,
mas tropeçamos sempre
nesses sentimentos humanos que nos fazem,
se não iguais a todo mundo, bem parecidos.
Acumulamos os restos do dia,
nos esquecemos de varrer a casa
da alma a cada noite
para o repouso tranqüilo e reparador
para o novo recomeço na manhã seguinte.
Temos dificuldade em perdoar,
esquecer, passar por cima e ir em frente.
E a alma se inquieta,
a paz tarda a chegar porque colocamos,
nós mesmos, impedimentos.
Achamos que dar o braço a torcer e seguir em frente
seria nos curvar e
somos por demais orgulhosos para isso.
Optamos, então, por buscar a paz de outras maneiras.
Outras maneiras...
como se existissem...
Não haverá paz no mundo
enquanto ela não começar no coração do homem.
Enquanto esse mesmo homem não começar a tirar de si
as pedrinhas que incomodam a si e aos outros
e não pensar na felicidade alheia como um objetivo
tão importante como a felicidade própria.
Não haverá paz interior
enquanto o exterior estiver em guerra,
enquanto não compreendermos que
somos o sal da terra
e que se nossa luz não brilhar
todos os caminhos serão escuros.
A paz interior não está no alto ou em baixo,
nos mares ou nas montanhas
e nem mesmo nas maravilhosas flores
que tanto nos fascinam.
A paz interior começa onde
começa nossa compreensão de que nada somos
se de nós não damos.
Se não a encontramos, é porque buscamos errado.
Ela não começa do lado de fora,
ela começa e se termina em nós.

Letícia Thompson

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Lágrimas


"Muitas vezes lágrimas são suor de uma dor"
As lágrimas representam o derramar da alma.
Pode-se dizer que lágrimas são orações líquidas.
Lágrimas são amor sem palavras.
Não importa em que país estiver, ou em que cultura,
ou com qual raça, as lágrimas sempre dizem a
mesma coisa...
São eloqüentes... Comunicam quando a linguagem
não é capaz de fazê-lo,
e mostram que o coração está envolvido.
As pessoas sabem, ao ver as lágrimas nos olhos,
que estão encontrando algo verdadeiro.
Se nossos olhos estão secos,
é porque nosso coração está deserto...
João 7.38: "Quem crer em mim, como diz a Palavra,
"do seu interior fluirão
rios de água viva".
Eu pensava que isto fosse algo verbal,
que representasse
a pregação da palavra, e ainda creio que a inclua
(as vezes acontece algo que me trás dúvidas
que não tenho explicação mas nem tudo nos e permitido a saber).
Mas se você seguir a expressão "rios de águas" pela Palavra,
descobrirá que na maioria das vezes
se refere a rios de águas que saem dos olhos.

Então eu Choro
Quando tomo suas emoções emprestadas, seu coração emprestado...
E o sinto o quanto está ferido e deserto...
Quando tomo suas enfermidades e suas palavras emprestadas...
E sinto o quanto teus sentimentos estão doídos...

Então eu Choro
Quando vejo a dureza de teu coração e dos teus sentimentos..
Pelas injustiças que vejo e por aquelas pessoas
que são enganadas e sem perspectiva de vida...
Pelos caminhos que se enveredaram sem volta
Por um ser humano evoluído também pelos sofrimentos
mas sem coragem para enfrentá-los...
E que já não tem mais lágrimas...
Eu choro por ti!
Rayto

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Paixão


Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa!
Cansa na hora que você percebe que ter
10 pessoas ao mesmo tempo é
o mesmo que não ter nenhuma,
e ter apenas uma, é o mesmo que possuir
10 ao mesmo tempo!
A "fila" anda, a coleção de "figurinhas" cresce,
a conta de telefone é sempre altíssima.
Mas e aí? O que isso te acrescenta?
Nessas horas sempre surge aquela tradicional perguntinha:
Por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa
por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala
não despenca logo na sua vida???
Se o tal "amor" é impontual e imprevisível que se dane!
Não adianta: as pessoas são impacientes!
São e sempre vão ser!
Tem gente que diz que não é...
"Eu não sou ansioso,
as coisas acontecem quando tem que acontecer.
" Mentira!
Por dentro todo ser humano é igual:
impaciente, sonhador, iludido...
Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca
da famosa cara metade!
Pode dar o nome que quiser :
amor, alma gêmea, par perfeito,
a outra metade da laranja...
No fim dá tudo no mesmo.
Pode soar brega, cafona...
Mas é a realidade.
Inclusive o assunto "amor" é sempre cafonérrimo.
Acredito que o status de cafona surgiu porque
a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade
de viver um grande amor.
Poucas pessoas experimentaram nesta vida
a sensação, de sonhar acordada, de dormir do lado do telefone,
de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso
de borboleta azul estampado no rosto...
Não lembro se foi o "Wando" ou se foi o "Reginaldo Rossi"
que disse em uma entrevista que se a
Marisa Monte não tivesse optado pelo
"Amor I love you"
e que se o Caetano não tivesse dito
"Tô me sentindo muito sozinho..."
eles não venderiam mais nenhum disco.
Não adianta, o público gosta e vibra com o "brega".
Não adianta tapar o sol com a peneira.
Por mais que você não admita: Você ficou triste porque
o Leonardo di Caprio morreu em Titanic"
e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere
acabaram juntos em "Uma Linda Mulher".
Existe pelo menos uma música sertaneja ou um "pagodinho"
que te deixe com dor de cotovelo.
Quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços
no meio da rua você sente a maior inveja.
Você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa
pelo qual você está apaixonada no espelho
embaçado do banheiro,
ou num pedacinho de papel.
Você já se viu cantando o mantra
"Toca telefone, toca"
em alguma das sextas-feiras de sua vida,
ou qualquer outro dia que seja.
Você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida
e se atirou de cabeça numa "relação" sem nem perceber
que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito
de agir ela te acharia um tremendo louco.
Você, assim como nos contos de fada, sonha em escutar um dia o tal
"E foram felizes para sempre".
Bem, preciso continuar? Ok, acho que não...
Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso,
e se não passou, não sabe o quanto está perdendo...
"O problema de resistir a uma tentação é que você
pode não ter uma segunda chance".
Luiz Fernando Veríssimo

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sol das Mudanças


Tenha coragem de assumir o controle da situação
não arrume mais desculpas para fazer o que deve ser feito,
sei que as vezes uma vacina dói ao extremo,
e certas injeções são de desanimar,
mas você sabe; a doença é bem pior!

Por isso, é hora de vacinar as situações,
aplicar medicamento em cada desilusão,
fazer uma assepsia completa no coração,
e curar velhas feridas.
Tenha coragem para dizer não, chega, basta!
Palavras que estão presas no seu orgulho,
palavras que se encerram na sua pseudo-bondade.
Seja bom com você!
Esse é o princípio da felicidade completa:
- Eu me amo e posso amar plenamente aos outros!
Não invente!
Ninguém pode dar o que não tem.
Por isso, ofereça apenas o seu melhor,
e dos outros espere apenas o que é real,
o que eles podem oferecer de fato.

E por favor, não sofra por antecipação,
se parece que vai chover, espere a chuva começar,
pois antes disso, o sol pode surgir do nada,
pois ele estava lá, apenas encoberto pelas nuvens.
Assim é o sol da sua vida,
ele brilha, ele está aquecendo, ele está lá,
talvez você não esteja enxergando-o
por causa das nuvens escuras e pesadas,
que de vez em quando a vida atrai
Mas, o vento da persistência
vai se encarregar de soprar para bem longe,
e o sol vai brilhar ainda mais forte,
e iluminar esse caminho pleno e rico,
que é a sua história.

Nâo tenha medo de assumir a
direção da sua vida!

Paulo Roberto Gaefke

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Desafio Que Faz a Vida


Quando o mundo bate forte e dói
é sempre muito difícil entender e aceitar
porque a vida tem de ser assim,
porque não podia ser de um jeito menos sofrido
porque as coisas são como elas são e não
como a gente gostaria que fossem.
Tudo parece feio e sem sentido
depois de um fracasso.
Não há consolo para uma grande
perda ou decepção.
Não há alívio para a tristeza que fica
quando um sonho se vai
e a única vontade que a gente tem é
de ir junto, sumir,
desaparecendo sem deixar rastro
ou direção.
Não é simples sobreviver com os
nossos planos em ruínas.
Não é fácil recomeçar do nada ou,
às vezes, com menos ainda.
O caminho da reconstrução
é lento e pesado
para a pouca energia que nos resta
depois de uma queda.
Mas é exatamente nessas horas
que a gente
tem que soprar as cinzas de ideais
em frangalhos e descobrir,
em meio aos destroços
de uma batalha perdida,
a nossa enorme grandeza,
o nosso imenso valor,
a nossa incrível capacidade
de recomeçar sempre,
mesmo com o amor próprio
ferido de morte
e a fé golpeada na sua própria raiz.
É esse desafio que faz a vida
digna de ser vivida.
Geraldo Eustáquio de Souza