sexta-feira, 19 de novembro de 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Aurora


Quando o amor é um estado de consciência,

tudo se transforma.

A treva da ausência se torna presença.

A solidão escura e fria se torna alvorada.

E os olhos ganham o brilho do amanhecer.

O espaço se abre na luz de um novo despertar.

Então o coração toca suavemente o Multiverso.

Sem sair do lugar, ele beija o infinito.

A magia do amor transformou sua dor em luz.

O tempo dança à sua frente, como por encanto.

As dores de outrora se foram;

ficou o amor.

Do fundo do abismo brotou a luz.

E o que era apego e prisão, tornou-se estrela.

Quem ama mesmo, não arrasta correntes.

Pois, a luz do amanhecer no brilho do olhar

nada pesa.

E o nascer do sol não faz barulho algum.

A luz é presente do amor. É graça. É vôo sutil.

Quem se permite perder a graça, embaça a visão.

Quando o coração não reconhece o presente,

perde as asas.

Quem dá abrigo à treva, perde o amanhecer nos olhos.

Quem carrega correntes, perde o vôo sutil.

Cada dia é um presente, que, só se sente, vivendo...

Quem ama, compreende e reconhece o presente.

E, vive contente, para voar melhor, com graça.

Seu coração sabe que a luz não pesa nada.

Na aurora do despertar da consciência,

tudo é PRESENÇA.

A magia do amor é pura alquimia interior:

transmuta a velha dor em luz renovada.

E o milagre acontece:

a solidão escura e fria se torna alvorada.

O poeta celta cantou:

Na luz eu me curei.

Na luz eu dancei e cantei.

Na luz eu reconheci o presente.

Na luz em morri e renasci.

Na luz eu limpei o olhar.

Na luz eu vim; nela eu estou; nela eu vou...

Na luz, na luz, na luz... do amor!



Quem compreende, em seu coração, a compreende...


Wagner Borges

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A Dor e o Amor


Na dor, nem todos os remédios são agradáveis
ao paladar.
Há remédios que são amargos mas...
Fazem bem a nossa alma na caminhada;
A dor é sempre uma gota amarga
Que a vida muitas vezes
nos obriga a beber.
Olhando por outro ângulo:
Esta gota amarga da dor pode nos fazer
bem à vida;
Amadurecendo o nosso espírito e,
Levando-nos a compreender
melhor o sofrimento
Daqueles que convivemos,
os que estão ao nosso redor...
Do outro lado vemos o amor...
Ah....o Amor é sempre uma gota
Doce de um elixir suave,
Que fertiliza as flores da vida...
Lentamente sorvemos as gotas amargas da dor;
E bebemos as gotas doces do amor!
O Amor é um bálsamo que acalma
E a dor um remédio que purifica.
Rayto

terça-feira, 28 de setembro de 2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A Cor da Saudade


Era uma vez uma menina que tinha um
pássaro encantado.
Ele era encantado por duas razões:
Não vivia em gaiolas, vivia solto,
Vinha quando queria, quando sentia saudades...
E sempre que voltava, suas penas
tinham cores diferentes,
As cores dos lugares por onde tinha voado.

Certa vez voltou com penas
Imaculadamente brancas, e contou histórias de
montanhas cobertas de neve.
Outra vez, suas penas estavam vermelhas,
e contou histórias de desertos incendiados
Pelo sol.

Era grande a felicidade quando eles
Estavam juntos.
Mas, sempre chegava a hora do
pássaro Partir...
A menina chorava e implorava:
- Por favor, não vá.
Terei saudades, vou chorar.

- Eu também terei saudades - dizia o Pássaro -
mas vou lhe contar um segredo!
Eu só sou encantado por causa da Saudade.
É ela que faz com que minhas Penas fiquem bonitas...
Senão você deixará de me amar.
E partiu.

A menina, sozinha, chorava.
Uma certa noite ela teve uma idéia:
e se o Pássaro não partir?
Seremos felizes para sempre!
Para ele Ficar, basta que eu o prenda numa gaiola.
E assim fez.

A menina comprou uma gaiola de prata,
A mais linda que ela encontrou.
Quando o pássaro voltou, eles se Abraçaram,
ele contou histórias e Adormeceu.
A menina aproveitou o seu sono e o Engaiolou.
Quando o pássaro acordou deu um grito
De dor.
- Ah ! O que você fez? Quebrou o encanto.
Minhas penas ficarão feias e eu me
Esquecerei das histórias.
Sem a saudade, o amor irá embora...

A menina não acreditou...
Achou que ele se acostumaria.
Mas, não foi isso o que aconteceu.
Caíram as plumas e as penas
Transformaram-se em um cinzento triste.
Não era mais aquele o pássaro que ela
Tanto amava...
Até que ela não mais agüentou e abriu a
Porta da gaiola.
- Pode ir, pássaro -
Volte quando você quiser...
- Obrigado - disse o pássaro - irei e voltarei
Quando ficar encantado de novo.
Você sabe, ficarei encantado de novo
Quando a saudade voltar dentro de mim
E dentro de você.

Quantas vezes aprisionamos a quem Amamos,
pensando que estamos fazendo o melhor?
Pense.
Deixar livre é uma forma singela
de ver, ter...
Direcione o seu amor não para a prisão
e sim para a
conquista, sempre.

(Desconheço o autor)