sexta-feira, 2 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Até no riso tem dor o coração

Por que até nos mais altos
graus de felicidade o coração
continua inquieto?
Por que não podemos aceitar
simplesmente a alegria e abraçá-la
com todo nosso corpo e com
toda a nossa alma?
A felidade dá medo,
não dela mesma,
mas de não ser real,
de ser demais,
de ser um sonho...
por isso tanta inquietação nos
momentos que poderiam
ser vividos como se os outros
não mais existissem,
por isso o olhar pra trás pra
ver se a tristeza não seguirá
o mesmo caminho,
não virá estragar esse tão
esperado bocado de alegria.
E por que ficamos nesse estado
de expectativa é que não
tomamos posse total daquilo
que recebemos.
Parte de nós se alegra
e outra vigia,
olha de lado, espera até,
para que depois nos sintamos
reconfortados no nosso
desejo de ter razão.
Deus não nos dá presentes
pela metade.
Aquilo que nos oferece,
oferece inteiramente e se
não aproveitamos plenamente
daquilo que recebemos é porque
nós mesmos estragamos isso
com nossas dúvidas
e incertezas.
Abrimos nosso coração
e deixamos nele uma
janela aberta para ver voar
nossa alegria.
E ainda nos consolamos depois
dizendo que a vida é assim.
Não... a vida não é assim!
Nós a fazemos!
As pessoas mais felizes são
aquelas que bebem o riso
e se sustentam desse momento
presente como se amanhã
nunca fosse chegar.
Elas pegam de cada dia
aquilo que recebem,
selam cada noite e cada manhã
com uma oração de agradecimento
e bastam-se.
Devemos aprender que
a vida não é uma fatalidade,
embora existam momentos fatais.
A alegria não é irmã gêmea
da dor e o riso não dá a
mão ao choro.
Somos nós os responsáveis
desse estado de espera,
nós que atraímos pra dentro
aquilo que repudiamos.
Aquele que quer ficar doente,
fica doente,
aquele que quer curar-se,
cura-se.
O que tem fé vai muito longe
e o que aproveita da vida,
come,
bebe e dorme e ainda
é coroado com lindos sonhos.
Letícia Thompson
quinta-feira, 24 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
O Desabafo

Poucas coisas são tão pesadas quanto as
palavras e emoções que carregamos dentro de nós.
São coisas que não podemos colocar no chão
para descansar um pouco e pegar depois,
com forças renovadas.
Elas nos seguem e, por que não dizer,
nos perseguem.
As vezes nos sentimos pequeninos sim.
As vezes queremos não dizer nada,
estar simplesmente nos braços de alguém e
fechar os olhos e outras,
gostaríamos de gritar nossa dor,
nossa revolta e deixar que as lágrimas façam caminho
no nosso rosto.
Mas nos calamos...
por que reconhecer nossa fragilidade
diante de outra pessoa é
expôr-se, entregar-se a ela, na nudez da alma.
E por pudor, medo, vergonha ou orgulho, não queremos isso.
Portanto, a fragilidade não está em mostrar-se frágil.
Só os fortes são capazes de reconhecer suas
fraquezas para melhor lidar com elas.
Ser forte é desenvolver a capacidade de lidar
com as emoções,
que corroem o ser como uma doença incurável.
Desabafar é abrir as portas do coração e
as janelas da alma.
Deixar sair o ar fechado e entrar o sol.
É soltar palavras e acolher alívio;
é partir para o grande vôo da liberdade que
todo mundo anseia.
Mas, claro, é preciso sabedoria para
se saber onde vamos.
Não podemos sair por aí proclamando a todo mundo
que temos situações mal resolvidas dentro de nós.
Temos que escolher cuidadosamente as pessoas
que são capazes de nos receber com maturidade,
sem julgamentos.
Há pessoas que nos fazem crescer.
Os grandes amigos estão incluídos nessa categoria.
A eles então nossas portas podem ser abertas e
as palavras poderão fluir, até que
nos sintamos mais leves.
E há ainda e, principalmente,
Aquele que mesmo conhecendo nosso íntimo
melhor ainda que nós, aceita e pede que
nosso coração se abra.
Ele nos pega nos braços, seca nossas lágrimas e
nos carrega no colo.
Ele nos leva até a praia e nos nos apresenta
o raiar do dia e o pôr-do-sol...
nos diz que a natureza também dorme,
acorda e chora às vezes,
mas que assim é a vida e que
o importante mesmo é continuar de pé,
buscando um mundo melhor.
Letícia Thompson
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Mais um dia!!!
imagem deformada, até torná-la
agrádável e bela novamente!
Que teu dia seja de
reconstrução de uma
imagem deformada!
Rayto
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