segunda-feira, 15 de março de 2010

O Baile da Vida

Os anos passam...
As lembranças são eternas,
A saudade permanente e nossos olhos em
busca de cenas de tempos vividos.

Os anos passam...
Vivenciamos lições de vida,
aprendemos a vasculhar em nossos
guardados do coração e a
acariciar lindos momentos
que se foram para não mais voltar

Os anos passam...
Crescemos na alma,mas sempre seremos
frágeis no amor

Os anos passam...
Muitos virão ou quem sabe...
nossa estada nesta vida seja curta
Nada sabemos do amanhã...

Os anos continuam a desfilar na
passarela do aprendizado e nós protagonistas da vida,
enfrentamos os momentos que
nos fazem infelizes e nos
deliciamos com os felizes!

Resumimos que a vida é um grande baile
em que almas se encontram, se esbarram,
se unem e se separam...
Cada qual bailando nos conflitos,
nas esperanças e nas suavidades de
momentos de amor

De todos os anos que se foram, concluo que viver...
É ser cada qual, em sua essência adquirida.
Com todas as adversidades,
com as lágrimas derramadas,
ainda assim,a alegria de viver é o
maior presente embrulhado em papéis de brilhos de
momentos...

(OlhosDe£in¢e)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Dante's Prayer - Loreena McKennitt

Dante's Prayer
(tradução)

Oração de Dante

Quando a madeira escura caiu diante de mim
E todos os caminhos ficaram repletos
Quando padres do orgulho dizem que não há outro caminho
Eu cultivo a tristeza da pedra

Eu não acredito porque não posso ver
Penso que você veio a mim durante a noite
Quando a aurora parecia para sempre perdida
Você mostrou-me o seu amor na luz das estrelas

Lance seus olhos no oceano
Lance sua alma para o mar
Quando a escura noite parece sem fim
Por favor, lembre-se de mim

Então a montanha eleva-se diante de mim
Pelo vão profundo de desejo
Da fonte de perdão
Além do gelo e do fogo

Lance seus olhos no oceano
Lance sua alma para o mar
Quando a escura noite parece sem fim
Por favor, lembre-se de mim

Embora nós partilhemos este humilde caminho, sozinhos
Quão frágil é o coração
Oh! Dê a estes pés de barro asas para voar
Para tocar a face das estrelas

Sopre vida dentro deste fraco coração
Levante este véu mortal de medo
Pegue estas esperanças despedaçadas,
gravadas com lágrimas
nos ergueremos por sobre esses cuidados terrenos

Lance seus olhos no oceano
Lance sua alma para o mar
Quando a escura noite parece sem fim
Por favor, lembre-se de mim
Por favor, lembre-se de mim.

quarta-feira, 10 de março de 2010

BOM DIA!


Se eu pudesse deixar algum presente a vocês,
deixaria acesso ao sentimento de amor a vida dos seres humanos,
e consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria dos erros cometidos para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para vocês, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável.
Além do pão e do trabalho, além do trabalho e da ação,
e quando tudo mais faltasse, um segredo:
o de buscar o interior de si mesmo
a resposta é a força para encontrar a saída.
Namaskar!
Mahatma Gandhi.

domingo, 7 de março de 2010

CAMINHADA


Sei que na minha caminhada tem um destino
e uma direção, por isso devo medir meus passos,
prestar atenção no que faço e no que
fazem os que por mim também passam ou pelos
quais passo eu...

Que eu não me iluda com o ânimo e o vigor
dos primeiros trechos, porque chegará o dia
em que os pés não terão tanta força
e se ferirão no caminho e se cansarão mais cedo...

Todavia, quando o cansaço houver,
que eu não me desespere e acredite
que ainda terei forças para continuar,
principalmente quando houver quem me auxilie...

É oportuno que, em meus sorrisos,
eu me lembre de que existem os que choram, que,
assim, meu riso não ofenda a mágoa dos que sofrem:
por outro lado, quando chegar a minha vez de chorar,
que eu não me deixe dominar pela desesperança,
mas que eu entenda o sentido do sofrimento,
que me nivela, que me iguala, que torna todos
os homens iguais...

Que eu não siga os que desviam,
mas que ninguém se desvie seguindo os meus passos...

Que a pressa em chegar não me afaste da
alegria de ver as flores simples
que estão a beira da estrada,
que eu não perturbe a caminhada de ninguém,
que eu entenda que seguir faz bem,
mas que, às vezes, é preciso ter-se
a bravura de voltar atrás e recomeçar e
tomar outra direção...

Que eu não caminhe sem rumo,
que eu não me perca nas encruzilhadas,
mas que eu não tema os que assaltam-me,
os que embuçam, mas que eu vá onde devo ir e,
se eu cair no meio do caminho, que fique a
lembrança de minha queda para
impedir que outros caiam no mesmo abismo...

Que eu chegue, sim, mas, ainda mais importante,
que eu faça chegar quem me perguntar,
quem me pedir conselho, e acima de tudo,
me seguir, confiando em mim !

(Ponsancini)

quinta-feira, 4 de março de 2010

O AMOR É UMA FLOR DELICADA



Não existem conquistas definitivas, salvo para aqueles que
nos deixam no auge do apego.
Aí sim, as pessoas ficam irreversivelmente gravadas dentro do
nosso coração e nós no delas.
Se não podemos explicar os porquês das chamadas de
um coração, podemos, portanto, compreender a importância do
exercício diário, na manutenção dos sentimentos do outro.
Ninguém pertence a ninguém, as pessoas doam-se e acolhem-se.
O amor é uma flor muito delicada, mesmo se vestida de
grandiosas e maravilhosas formas.
O amor é uma flor singela, frágil e bela e
é preciso recebê-lo com mãos ternas,
como se sua vida dependesse de nossa acolhida.
Frequentemente somos meio desajeitados quando se trata de amor.
Descuidamos dos pequenos gestos que o nutrem,
deixamos que a terra seque-se, substituímos atenções emocionais
por outras que, mesmo importantes, não são suficientes
ao mantimento para a durabilidade do amor.
O amor nutre-se de carinhos e carícias.
Sacia-se no abraço, cresce no beijo.
Fortalece-se nos momentos a dois.
Achamos tempo para tanta coisa e nos dedicamos
pouco a estar com o outro.
Pessoas às vezes que se amam muito afastam-se
por falta de cuidado de ambas as partes.
Os quereres confundem-se.
Homens e mulheres são diferentes, isso é certo!
Mas deve haver esse meio caminho onde
as mãos acabam se encontrando, onde os dedos se entrelaçam
e os desejos fundem-se numa mesma coisa.
Ninguém conhece a verdadeira dor de perder
antes de ter perdido de verdade.
É depois, bem depois, que olhamos para trás
e nos dizemos que teríamos vivido bem mais intensamente
se tivéssemos carregado essa delicada flor
bem mais pertinho do nosso coração.
Letícia Thompson

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Paz Interior


A paz interior é esse caminho que queremos
todos atravessar.
É essa senda onde as culpas ficaram para trás,
o sentimento de dever cumprido fica presente
e o arco-íris aponta para o infinito.
Buscamos todos, com vontade, força,
verdadeira luta.
Somos, talvez, um pouco desajeitados nessa nossa busca.
Queremos sim,
com a força do nosso coração e da nossa alma,
mas tropeçamos sempre
nesses sentimentos humanos que nos fazem,
se não iguais a todo mundo, bem parecidos.
Acumulamos os restos do dia,
nos esquecemos de varrer a casa
da alma a cada noite
para o repouso tranqüilo e reparador
para o novo recomeço na manhã seguinte.
Temos dificuldade em perdoar,
esquecer, passar por cima e ir em frente.
E a alma se inquieta,
a paz tarda a chegar porque colocamos,
nós mesmos, impedimentos.
Achamos que dar o braço a torcer e seguir em frente
seria nos curvar e
somos por demais orgulhosos para isso.
Optamos, então, por buscar a paz de outras maneiras.
Outras maneiras...
como se existissem...
Não haverá paz no mundo
enquanto ela não começar no coração do homem.
Enquanto esse mesmo homem não começar a tirar de si
as pedrinhas que incomodam a si e aos outros
e não pensar na felicidade alheia como um objetivo
tão importante como a felicidade própria.
Não haverá paz interior
enquanto o exterior estiver em guerra,
enquanto não compreendermos que
somos o sal da terra
e que se nossa luz não brilhar
todos os caminhos serão escuros.
A paz interior não está no alto ou em baixo,
nos mares ou nas montanhas
e nem mesmo nas maravilhosas flores
que tanto nos fascinam.
A paz interior começa onde
começa nossa compreensão de que nada somos
se de nós não damos.
Se não a encontramos, é porque buscamos errado.
Ela não começa do lado de fora,
ela começa e se termina em nós.

Letícia Thompson

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Lágrimas


"Muitas vezes lágrimas são suor de uma dor"
As lágrimas representam o derramar da alma.
Pode-se dizer que lágrimas são orações líquidas.
Lágrimas são amor sem palavras.
Não importa em que país estiver, ou em que cultura,
ou com qual raça, as lágrimas sempre dizem a
mesma coisa...
São eloqüentes... Comunicam quando a linguagem
não é capaz de fazê-lo,
e mostram que o coração está envolvido.
As pessoas sabem, ao ver as lágrimas nos olhos,
que estão encontrando algo verdadeiro.
Se nossos olhos estão secos,
é porque nosso coração está deserto...
João 7.38: "Quem crer em mim, como diz a Palavra,
"do seu interior fluirão
rios de água viva".
Eu pensava que isto fosse algo verbal,
que representasse
a pregação da palavra, e ainda creio que a inclua
(as vezes acontece algo que me trás dúvidas
que não tenho explicação mas nem tudo nos e permitido a saber).
Mas se você seguir a expressão "rios de águas" pela Palavra,
descobrirá que na maioria das vezes
se refere a rios de águas que saem dos olhos.

Então eu Choro
Quando tomo suas emoções emprestadas, seu coração emprestado...
E o sinto o quanto está ferido e deserto...
Quando tomo suas enfermidades e suas palavras emprestadas...
E sinto o quanto teus sentimentos estão doídos...

Então eu Choro
Quando vejo a dureza de teu coração e dos teus sentimentos..
Pelas injustiças que vejo e por aquelas pessoas
que são enganadas e sem perspectiva de vida...
Pelos caminhos que se enveredaram sem volta
Por um ser humano evoluído também pelos sofrimentos
mas sem coragem para enfrentá-los...
E que já não tem mais lágrimas...
Eu choro por ti!
Rayto